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quarta-feira, 14 de julho de 2010

NAMORO VIRTUAL , REALMENTE UMA FANTASIA


Difícil imaginar se um amor virtual pode ser mais forte, intenso ou sincero do que um amor sensorial. Complicado saber se é o amor que é uma invenção da linguagem ou se é a linguagem que se alimenta de um amor real e mais amplo, para se duplicar e se perpetuar. Se o vazio das palavras pode substituir o calor do corpo de alguém e a força magnética do seu cheiro. Parece que não estamos diante de um mesmo tipo de experiência. Hoje as pessoas se apaixonam pelo sem fio, e amam através do vento. De repente, a dependência já está instalada sem que as pessoas envolvidas dêem conta disso, gerando dissabores como dispersão de raciocínio (a pessoa fica meio aérea); ausência de seletividade (todas as pessoas que teclam de forma agradável, são aceitas independentemente de quem sejam); incapacidade de realização de tarefas importantes devido ao tempo dedicado aos bate-papos; irregularidade nos horários de sono , de tomada de refeições, de idas ao banheiro, e principalmente, de relacionamento real com as pessoas do mundo real na família, no trabalho, na escola. Como conseqüências dessas alterações, o psiquiatra, Dr. Rui Palhano afirma que ocorrem mudanças físicas, emocionais e comportamentais como propensão à irritabilidade nervosa, insônia, dores na coluna, nos pulsos e nas pernas, perda de apetite sexual, impotência sexual, sonolência constante, obesidade, vista cansada e irritada, aumento inconsciente da agressividade, e o que é pior, uma tendência crescente ao isolamento e outros distúrbios. Notamos, também, que na internet é comum que pessoas se aproveitem do anonimato para criarem personagens que são muitas vezes o oposto daquilo que realmente são. Elas se transformam: o feio fica bonito, o velho vira jovem, homens e mulheres trocam de sexo, o lobo vira cordeiro, o tímido vira eloqüente para satisfazerem suas próprias fantasias. Assim, ao vender essa falsa imagem, quem está do outro lado passa a viver também essa fantasia. Na verdade, ambos estão vivendo suas próprias fantasias, criando expectativas. Essa parece ser uma das principais causas das decepções no momento do encontro pessoal: cria-se uma expectativa de que o outro corresponda ao personagem criado, o que nem sempre acontece na realidade. É claro que a frustração pode ocorrer antes do encontro, uma vez que podem surgir problemas inerentes a todo e qualquer tipo de relacionamento. Em qualquer lugar, a qualquer momento estamos fadados a conhecer pessoas. Se vamos nos relacionar com elas ou não depende da nossa vontade. O mesmo acontece nas relações virtuais. Seja off- line, seja on- line, essas relações se iniciam pelo que vemos ou queremos ver no outro, ou seja, um indivíduo se envolve com o outro baseado nas suas próprias expectativas. Nos sentimos atraídos pela beleza física, inteligência, bom humor, interesses em comum, caráter, valores, confiança, entre outros. O sexo pode vir ou não como complemento da relação, assim como a paixão e o amor. Este tipo de paquera (virtual) é muito limitado, pois não há contato visual e físico e principalmente, é possível não respeitar o outro, não gostou deleta. No namoro real, você aprende as sensações que decorrem do contato com o corpo do outro, e o mais importante, aprende a respeitá-lo. Um outro detalhe é que no namoro virtual você pode fingir ser quem quiser e o outro também, então, dificilmente você acaba sabendo se está agradando ou não. No namoro real, você se arrisca mais, porém, a vantagem é que o outro lhe dá dicas se você está agradando ou não. A violência está em toda parte, no dia a dia, podendo acontecer o mesmo numa relação que começou off- line. Seja qual o motivo de se estabelecer um relacionamento, virtual ou não, o importante é usar o bom senso. E não se esqueça de que sua vida é importante. Para aqueles que “travam” na hora de namorar de verdade, ou seja, de um namoro real, a dica é conviver com várias pessoas do sexo oposto, nas mais variadas situações, pois a convivência lhe trará mais confiança.

VIVA O REAL , O SABOR E BEM MELHOR !


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