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quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Amedeo Modigliani


Obra, de 85 anos, tem uma história trágica, já que o autor morreu pouco depois de concluí-la e a amante, retratada, se matou em seguida
Londres - Um quadro de Amedeo Modigliani retratando sua amante e musa Jeanne Hebuterne foi arrematado terça-feira em Londres por 3,25 milhões de libras (4,9 milhões de euros ou 5,95 milhões de dólares), informou a Casa Christie´s. "Retrato de Jeanne Hebuterne" estava avaliado em entre 1,5 e 2 milhões de libras, e o valor pago superou "amplamente as expectativas".
O quadro, nunca leiloado e pouco divulgado desde sua pintura, há 85 anos, tem uma história trágica, já que Modigliani morreu em 1920, pouco depois de concluir a obra, e Jeanne Hebuterne, que estava grávida, se matou pulando de uma janela após a morte do amante. O comprador não foi identificado pela Christie´s.
Texto: Arte e Lazer - EstadãoImagem: Reprodução

Um dos principais integrantes da escola de Paris, Modigliani marcou a pintura da primeira metade do século XX com suas figuras alongadas, que se destacam pelo despojamento e pela estilização.
Amedeo Modigliani nasceu na cidade italiana de Livorno, em 12 de julho de 1884, filho de abastada família judia.
Por causa da saúde precária não recebeu educação formal e voltou-se para o estudo da pintura, que iniciou na cidade natal e prosseguiu em Veneza e Florença.
Em 1906 mudou-se para Paris e, ao fim de três anos de vida boêmia, executou uma de suas obras mais importantes: "O violoncelista", que expôs no Salão dos Independentes de 1909.
O encontro com o escultor Constantin Brancusi marcou a carreira de Modigliani, que por um longo período abandonou a pintura pela escultura. Impressionado pelo cubismo, muito influenciado por Cézanne, Toulouse-Lautrec e Picasso, o artista executou nesse período esculturas nas quais se misturam influências da escola de Siena e da arte da África negra, sobretudo das esculturas do Congo e do Gabão.
Também a influência dos kouroi (esculturas gregas que representam jovens atletas desnudos) se faz sentir nesses trabalhos, que Modigliani esculpia sempre diretamente na pedra, na tentativa de preservar a unidade plástica do bloco.
Essa fase se prolongou até 1914, quando o artista, sem dispor dos recursos necessários à produção de esculturas, retornou à pintura.
Os temas preferidos de Modigliani foram, a partir de então, os retratos e os nus femininos com modelos que, segundo o artista, expressavam "a muda aceitação da vida". Com o raro dom de conseguir uma imediata empatia entre seus retratos e o observador, dotou suas figuras de uma sensualidade que se transmite não pela nudez, mas pelo movimento e pelo alongamento dos traços.
Essa breve fase final do artista foi a mais importante de sua obra, caracterizada por um despojamento que alguns críticos creditaram a sua inclinação para a escultura. Modigliani morreu em Paris, em 24 de janeiro de 1920.


Fonte ©Encyclopaedia Britannica do Brasil Publicações Ltda.

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