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sexta-feira, 23 de maio de 2008

ENERGIA EÓLICA NO MUNDO E NO RS

Sejamos realistas: o uso de qualquer fonte de energia tem o seu preço, seja ele qual for. Não se produz sem destruir. Acontece que, neste momento, o preço que estamos a pagar em termos ambientais globais pelo uso de combustíveis fósseis é demasiado elevado - e o custo começa a ser maior que o benefício... Neste sentido, qualquer sistema de produção de energia não poluente é, à partida, bem vindo e implementado alegremente por todo o lado sem regra aparente que não seja a maximização da sua capacidade. Os parques de geradores eólicos, que surgem por todo o lado como cogumelos em dia de chuva, começam a ser preocupantes...
A fotografia apresentada como exemplo é manipulada, obviamente, mas é bastante expressiva da agressão paisagística provocada pelas enormes turbinas. Outro inconveniente deste sistema é o impacto que exerce nos ecossistemas, nomeadamente nos das aves. Por isso começam a ser testadas e implementadas alternativas às localizações tradicionais dos parques eólicos - planaltos e montanhas. A primeira solução foi a construção de turbinas no mar, junto à costa, como aconteceu na Dinamarca ou na Holanda.
Estes parques costeiros foram sendo implantados cada vez mais mar adentro para zonas mais inócuas do ponto de vista ambiental mas a perfuração do leito oceânico tornou o seu custo muito elevado. Soluções mais radicais foram entretanto propostas, como a de construir turbinas flutuantes. Uma parceria entre a Norsk Hydro e a Siemens resultou no desenho de um gerador com pás de 60 metros ancorado ao leito do mar por três cabos. Prevê-se a colocação de uma unidade experimental de 5 Mw no Mar do Norte em 2009 e a criação de um pequeno parque por volta de 2013-2014.

No Rio Grande do Sul
Relatório de Acompanhamento Diário da Operação do Sistema Elétrico divulgado ontem, mostra que o Parque Eólico de Osório, que entrou em operação comercial , já gerou um total de 88 megawatts (MW) até o dia 12 de julho. A média diária de produção é de 10 MW. "O parque chegou a participar com 3,6% da produção estadual no dia 11 de julho", revelou o secretário de Energia, Minas e Comunicações, José Carlos Elmer Brack, ao receber o relatório dos técnicos da sua pasta.O Parque Eólico de Osório está subdivido em três parques - Osório, Sangradouro e Índios - e terá um total de 75 aerogeradores (25 por parque) e uma potência instalada de 150 MW, que irá quintuplicar a energia eólica produzida atualmente no país. A mesma irá gerar quantidade suficiente para abastecer anualmente o consumo residencial de cerca de 650 mil pessoas em Porto Alegre e será adquirida pela Eletrobrás por um prazo de 20 anos. Os parques eólicos, instalados com a mais avançada tecnologia do século XXI em energia eólica, que é a energia alternativa que mais cresce no mundo (cerca de 20% ao ano), colocam o Brasil e o Rio Grande do Sul no mapa mundial do desenvolvimento sustentável e em sintonia com as nações mais desenvolvidas do planeta.

RELATÓRIO
O relatório apresentado ontem mostra também que a capacidade máxima de armazenamento de energia na Região Sul tem permanecido ao redor de 30%. Isso significa que os volumes úteis dos reservatórios da Região Sul têm se mantido estáveis. Segundo o relatório, a Usina de Passo Real, principal reservatório do rio Jacuí, está com 55,6% do volume útil. Já a Usina Hidrelétrica Campos Novos está parada em razão de um vazamento. O esvaziamento do reservatório encheu o de Machadinho, que teve o volume útil aumentado de 23% no dia 19 de junho para 87% no dia 12 de julho. Atualmente, estão sendo transferidos da região Sudeste do Brasil para a Região Sul 5.550 MW médios.

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